quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Les Affamés (2017)

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Les Affamés de Robin Aubert é uma longa-metragem canadiana que recupere o género zombie dando-lhe todo um simbolismo facilmente aplicado aos dias que hoje vivemos.
No Quebèc rural encontramos um grupo de sobreviventes entre os quais se destaca Bonin (Marc-André Grondin), que percorre caminhos e florestas em busca daqueles que se escondem dos que ficaram afectados por uma inexplicável epidemia que os condenara a uma sobrevivência graças ao consumo de carne humana.
Num misto de filme de sobrevivência pós-apocalíptica, renascer dos mortos-vivos e drama existencial, Les Affamés é uma invulgar história de fim de mundo onde talvez nem os que sobrevivem estejam isentos de uma forma de existência diferente daquela que habitualmente conhecemos no género.
Aubert cria com o argumento de Les Affamés a tradicional história de mundo pós o seu fim sem que, no entanto, forneça qualquer indício sobre as origens de uma qualquer epidemia que lançasse os sobreviventes nesta difícil luta pela existência. Aquilo que é fornecido ao espectador são breves indícios de que esta mesma epidemia lança aqueles que são afectados num estado de voraz apetite por carne humana sem que, no entanto, os prive de uma total consciência do estado em que se encontram. Prova disso... os momentos iniciais do primeiro ataque na floresta onde uma estranha mulher parece sorrir a uma das suas vítimas antes mesmo de a atacar. Estaremos perante alguma consciencialização post-mortem? Ou simplesmente um estado de aniquilação do Homem por si próprio como uma vontade extrema de pôr um fim à destruição do planeta pelo mesmo? Não esqueçamos como factor que o possa comprovar, o facto de que estamos uma vez mais numa região interior mas... isolada do mundo exterior por um vasto manto florestal que tudo distancia e esconde a existência de "algo mais" para lá dos seus limites.
Mas regressando um pouco atrás, Les Affamés deixa no ar uma certa incerteza - para o espectador - que se confronta com uma história com larga inspiração em clássicos como Night of the Living Dead (1968), de George Romero ou 28 Days Later... (2002), de Danny Boyle onde os infectados estão, de facto, numa patamar existencial diferente da sanidade mas que, ao mesmo tempo, se perdem numa certa acção concertada de sobrevivência dessa nova existência ao atacar aqueles que ainda não fazem parte do grupo mas que, ao mesmo tempo, não parecem deixar vestígios dos seus actos... por outras palavras, não mordem os não-infectados para comer mas sim para os transformar na realidade a que (agora) pertencem. Afinal, ao longo de toda esta história... encontramos vestígios dos humanos já... devorados?! Ou, mesmo no primeiro atacado concertado na floresta, estariam todas aquelas crianças dominadas e a agir como agente sensibilizador de quem por elas passe ao refugiarem-se nas árvores como vítimas de um qualquer mal?! Nesta perspectiva, e dando credibilidade à mesma, qual o papel de uma jovem "Zoé" (Charlotte St- Martin) que surge ao grupo após este ataque na floresta, como uma jovem indefesa mas que, afinal, poderá ser algo mais do que isso dando credibilidade à possível nova existência... "humana"? A dar crédito a esta teoria e de que existe uma nova consciencialização zombie estão ainda, por exemplo, momentos como aquele em que ela é quase atacada por um zombie num túnel em que é deixada ou quando o jovem desportista já bem perto do final a socorre levando-a para novos territórios... ainda por "explorar"... perante o seu ar totalmente tranquilo face a toda uma desgraça que dizimara aqueles que a acompanhavam... Poderá ser esta a forma de se propagar um novo vírus que, afinal, sabe como preservar a sua existência?!
Existe ainda uma prova desta consciencialização quando observamos estes "infectados" a venerar objectos da sua vida "anterior"... se os electrodomésticos servem como fonte de veneração para uns e as cadeiras como símbolo de um poder para outros, esta teoria ganha forma quando a jovem "Zoé", já solitária no mundo, passa por uma outra coluna apenas composta por brinquedos provando que os seus autores serão eventualmente as inúmeras crianças daquelas terras agora perdidas.
Entre a questão de uma nova forma de consciencialização fruto da epidemia, da libertação da Humanidade dos seus bens e posses materiais à forma como o vírus de propaga ou mesmo a uma certa questão ambiental que deriva da elimação do vírus "Homem", Les Affamés constrói uma certa dinâmica de filme que consegue ser fiel ao inerente princípio do final dos tempos mantendo o nível de suspense sempre alto no que à intensidade e à tensão diz respeito constituindo-se, no final, como um dos mais recentes e notáveis filmes de género. Pausado mas intenso, contemplativo até sem nunca descaracterizar a narrativa em si, Les Affamés pode apenas "perder" por não ser uma grande super-produção de Hollywood... porque quanto a todos os demais elementos sai como um claro vencedor.
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7 / 10
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FICPI - Festival Internacional de Cine de Piélagos 2018: Melhor Actriz

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Foram hoje oficialmente revelados os nomeados ao prémio de Melhor Actriz no âmbito da nona edição do Piélagos en Corto - Festival Internacional de Cine de Piélagos - do qual fui pelo quarto ano programador oficial - e que irá decorrer em Torrelavega e Vioño na Cantábria entre os próximos dias 30 de Abril e 5 de Maio.
São os nomeados:
  • Alexandra Agulló, Bonsai
  • Itziar Castro, Desaliento
  • Marta Nieto, Madre
  • Selica Torcal, El Casamiento
O vencedor desta e das demais categorias será conhecido numa cerimónia oficial a realizar no último dia do festival.
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FICPI - Festival Internacional de Cine de Piélagos 2018: Melhor Actor

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Foram hoje oficialmente revelados os nomeados ao prémio de Melhor Actor no âmbito da nona edição do Piélagos en Corto - Festival Internacional de Cine de Piélagos - do qual fui pelo quarto ano programador oficial - e que irá decorrer em Torrelavega e Vioño na Cantábria entre os próximos dias 30 de Abril e 5 de Maio.
São os nomeados:
  • Gaspar Aracil, Adiós, Hermano
  • Santi Bayón, Bonsai
  • Juan Pablo Castañeda, Pico de Orizaba
  • Daniel Grao, El Alquiler
O vencedor desta e das demais categorias será conhecido numa cerimónia oficial a realizar no último dia do festival.
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FICPI - Festival Internacional de Cine de Piélagos 2018: Melhor Argumento

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Foram hoje oficialmente revelados os nomeados ao prémio de Melhor Argumento no âmbito da nona edição do Piélagos en Corto - Festival Internacional de Cine de Piélagos - do qual fui pelo quarto ano programador oficial - e que irá decorrer em Torrelavega e Vioño na Cantábria entre os próximos dias 30 de Abril e 5 de Maio.
São os nomeados:
  • 72%, Lluís Quílez Quílez e Sandra Travé
  • Ainhoa, Iván Sáinz-Pardo
  • Bienvenido a Casa, Miguel Marcos
  • Les Bones Nenes, Clara Roquet e Edu Sola
O vencedor desta e das demais categorias será conhecido numa cerimónia oficial a realizar no último dia do festival.
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FICPI - Festival Internacional de Cine de Piélagos 2018: Melhor Realizador

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Foram hoje oficialmente revelados os nomeados ao prémio de Melhor Realizador no âmbito da nona edição do Piélagos en Corto - Festival Internacional de Cine de Piélagos - do qual fui pelo quarto ano programador oficial - e que irá decorrer em Torrelavega e Vioño na Cantábria entre os próximos dias 30 de Abril e 5 de Maio.
São os nomeados:
  • Iván Sáinz-Pardo, Ainhoa
  • Clara Roquet, Les Bones Nenes
  • Diego Sabanés, Los Invitados Siempre Vuelven
  • Rodrigo Sorogoyen, Madre
O vencedor desta e das demais categorias será conhecido numa cerimónia oficial a realizar no último dia do festival.
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terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Como Nossos Pais (2017)

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Como Nossos Pais de Laís Bodanzky é uma longa-metragem brasileira e a escolhida para a abertura da mais recente edição do FESTin - Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa a decorrer no Cinema São Jorge, em Lisboa até ao próximo dia 6 de Março.
Num relativamente tenso almoço de família Rosa (Maria Ribeiro) descobre que aquele que sempre teve como seu pai... não o é. Conformada com uma vida rotineira onde a surpresa e a imaginação não fazem parte da mesma, Rosa decide libertar-se do papel social da "mulher" e lançar-se num mundo de auto-descoberta e exploração que a irão definir de forma diferente daquela tida até então.
A realizadora e Luiz Bolognesi criam este argumento que parte do sua base a queda de mitos e papéis sociais impostos pela sociedade, e pela comunidade, como moralmente dignos e aceites num mundo onde o sexo define, de imediato, todo um futuro. No entanto, os dois argumentistas deixam em aberto a hipótese desse paradigma ser quebrado quando o "eu" decide questionar se aquilo que tem e o que lhe é socialmente atribuído são, afinal, suficientes para a sua formação individual. "Rosa" é uma mulher moderna afogada em tantos problemas provenientes da sua vida profissional, enquanto esposa, mãe e filha até ao instante em que tudo isto é posto em causa por esse assoberbamento de momentos e situações levando-a a questionar(-se), aos que a rodeiam, àqueles que contribuíram para a sua formação enquanto a mulher que é e, finalmente, à sua própria família que parecia estar à deriva e sem uma real componente que a definisse enquanto tal e, em última análise, a ela própria.
Muitas são as questões que a personagem brilhantemente interpretada por Maria Ribeiro responde no decorrer destes pouco mais de cem minutos. Desde a sua formação enquanto a já referida mulher moderna, enquanto mulher com uma carreira profissional, mãe, esposa, filha e até mesmo enquanto um ser sexualmente reprimido numa sociedade que apenas a tem como alguém indispensável para os trabalhos ditos "normais" que se espera de uma mulher... ser a constante retaguarda de um conjunto de homens e ausente do seu própria desejo - físico, psicológico, sexual e profissional - esquecendo os pequenos momentos, detalhes e ambições que "em tempos" havia ousado sonhar.
Por momentos Como Nossos Pais expõe espaços e personagens de uma forma plástica, ou seja, não existe grande novidade ou exploração motivacional dos mesmos limitando-se a representar uma situação física ou geográfica desprovida de sentido... espaços ou pessoas desencantados e indiferentes dentro da sua inactividade mantendo-os, dessa forma, distantes e ausentes.
No entanto, é na segunda metade de Como Nossos Pais que o espectador começa a compreender a transformação desta personagem central primeiro pela sua necessidade de compreensão e descoberta desse "eu" feito pela própria como, de seguida, através dos comportamentos da própria mãe para com quem durante toda uma vida manteve um ressentimento mas que agora compreende como alguém livre de estereótipos e recalcamentos que se deixou, portanto, levar pelo seu próprio desejo nas mais diversas áreas do seu próprio sentimento. A independência, quando compreendida como tal, liberta-a e deixa-a susceptível de (se) (re)conhecer enquanto mulher, humana e afastada de qualquer preconceito que ainda se atribui à mulher enquanto ser individual. Tal como a referida personagem "Nora" de Ibsen... quem é a mulher depois da sua libertação social?! Onde estará ela?! Que caminho percorreu?! De que forma irá viver?! Perguntas estas que o espectador poderá apenas imaginar e, dentro da sua própria vontade, esperar... tendo uma única certeza... quer uma vida livre de mentiras...
Em Como Nossos Pais não existe espaço para o que o espectador já conhece sobre este eterno dilema entre o papel pré-concebido da mulher e aquele que lhe deve, de facto, corresponder. Existe assim tanta certeza que uma mulher deve apenas crescer com o intuito e propósito de servir algo para a qual não está voluntariamente determinada? Terá toda a mulher de ser casada... mãe... trabalhadora fora ou só dentro da casa que "comprou" quando se tornou "esposa de..."?
Emocionalmente tenso mas expressivamente libertador, tanto a longa-metragem de Laís Bodanzky como a personagem de Maria Ribeiro expõem uma necessidade de quebrar com velhos preconceitos sobre o desejo, a libertação (sexual e emocional) e o papel social da mulher que privada de uma realidade e cujo desenvolvimento emocional se prende com uma mentira e com a "função" de estar dependente do "outro", se deixou levar pela sugestão e não pela sua vontade mas sim por aquilo que o mundo, tanto exterior como interior, a possibilitou viver.
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7 / 10
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FICPI - Festival Internacional de Cine de Piélagos 2018: Realizador Revelação

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Foram hoje oficialmente revelados os nomeados ao prémio de Realizador Revelação no âmbito da nona edição do Piélagos en Corto - Festival Internacional de Cine de Piélagos - do qual fui pelo quarto ano programador oficial - e que irá decorrer em Torrelavega e Vioño na Cantábria entre os próximos dias 30 de Abril e 5 de Maio.
São os nomeados:
  • Victor Luís Quintero e Sergio Rey Sánchez, El Casamiento
  • Pinky Alonso, Desaliento
  • Guillem Almirall, La Paciencia del Agua
  • Asier Ramos Rubert, Petit
O vencedor desta e das demais categorias será conhecido numa cerimónia oficial a realizar no último dia do festival.
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FICPI - Festival Internacional de Cine de Piélagos 2018: Selecção Oficial Ficção Nacional

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Foram há instantes oficialmente divulgadas as curtas-metragens seleccionadas para a secção Ficção Nacional da nona edição do Piélagos en Corto - Festival Internacional de Cine de Piélagos - do qual fui pelo quarto ano programador oficial - e que irá decorrer em Torrelavega e Vioño na Cantábria entre os próximos dias 30 de Abril e 5 de Maio.
São as seleccionadas:
  • 72%, de Lluís Quílez
  • Adiós, Hermano, de Igor Fernández Romero
  • Ainhoa, de Iván Sáinz-Pardo
  • El Alquiler, de Pablo Gómez Castro
  • Bienvenido a Casa, de Miguel Marcos
  • Les Bones Nenes, de Clara Roquet
  • Bonsai, de Ignacio F. Rodó
  • Cariños, de Pedro Moreno del Oso
  • El Casamiento, de Victor Luís Quintero e Sergio Rey Sánchez
  • Los Invitados Siempre Vuelven, de Diego Sabanés
  • Madre, de Rodrigo Sorogoyen
  • Pico de Orizaba, de Jaime Fidalgo
O vencedor desta e das demais categorias será conhecido numa cerimónia oficial a realizar no último dia do festival.
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Sophia 2018 - Sophia Carreira

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Em dia de anúncio dos nomeados aos Sophia, prémios da Academia Portuguesa de Cinema, foram igualmente revelados os premiados com os troféus Carreira em 2018.
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Realizador, produtor, montador, divulgador e ocasional actor, Lauro António (Lisboa, 1942) é um dos mais respeitados rostos do cinema português com um percurso cinematográfico que se divide entre as curtas e longas-metragens de ficção e documentário.
Manhã Submersa (1980) é o seu título maior e uma das longa-metragens símbolo do cinema nacional - interpretada por Eunice Muñoz, Virgílio Ferreira, Canto e Castro, Jacinto Ramos, Carlos Wallenstein, Adelaide João, Maria Olguim, Manuel Cavaco, Camacho Costa e Joaquim Rosa - tendo com ele vencido uma Menção Honorsa no Festival Internacional de Cinema de Moscovo.
A sua segunda longa-metragem chegaria com Mãe Genoveva (1983) onde voltaria a dirigir Adelaide João regressando no ano seguinte com Paisagem Sem Barcos com Isabel Ruth, Carlos César, Lídia Franco, Rui Mendes, Raquel Maria e Rosa Lobato de Faria seguindo-se-lhe O Vestido Cor de Fogo (1985), com Guida Maria, Mariana Rey Monteiro, Luísa Barbosa, Carlos Wallentein, Margarida Carpinteiro, Manuela Carlos, Adelaide João, Alexandre de Sousa e Rosa Lobato de Faria.
À ficção junta-se-lhe a realização dos documentários curtos Prefácio a Virgílio Ferreira (1975), O Zé Povinho na Revolução (1978), Bonecos de Estremoz (1978) e as longas-metragens José Viana, 50 Anos de Carreira (1998) e Obviamente Demito-o! (2009).
Em 2007, Lauro António foi ainda receptor do Prémio Ardenter Imagine no Caminhos do Cinema Português, em Coimbra juntando-se-lhe agora o merecido Sophia Carreira.
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Ao realizador Artur Correia (Lisboa, 1932) - destacado no cinema de animação - que se destacou com as curtas-metragens Eu Quero a Lua (1971), O Caldo de Pedra (1976), O Grão de Milho (1979), Poupe Combustível (1980), Peão Verde ou Vermelho (1980), O Tapete Vivo (1980), Cantiga do Passeio (1980), Cantiga da Lagarta (1980), As Aventuras do Rabanete Saltitão (1980), A Mecânica (1980), A Condução (1980), O Mistério da Serpente no Jardim (1982), É Natal! É Natal! (1989) e A Nau Catrineta (2012) em colaboração com Manuel Matos Barbosa tendo a sua obra recebido várias nomeações em festivais com o Fantasporto, Festival Internacional de Cinema de Zlin, Arouca Film Festival ou FIKE.
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Ana Lorena, maquilhadora e actriz, conta com nomeações aos Goya da Academia Espanhola de Cinema pelo seu trabalho na longa-metragem Belle Époque (1992), de Fernando Trueba e aos Sophia pela sua colaboração em Real Playing Game (2014) e em Axilas (2017) e uma percurso cinematográfico que se estende já por três décadas.
Ana Lorena inicia o seu percurso cinematográfico enquanto maquilhadora com a longa-metragem Vidas (1984), de António da Cunha Telles, seguindo-se-lhe O Lugar do Morto (1984), de António-Pedro Vasconcelos, O Barão de Altamira (1986), de Artur Semedo, À Flor do Mar (1986), de João César Monteiro, Contrainte par Corps (1988), de Serge Leroy, A Mulher do Próximo (1988), de José Fonseca e Costa, Comédie d'Amour (1989), de Jean-Pierre Rawson iniciando a década seguinte com 1871 (1990), de Ken McMullen.
A década de '90 iria prosseguir com as colaborações em Ao Fim da Noite (1991), de Joaquim Leitão, La Gamine (1992), de Hervé Palud, Adeus Princesa (1992), de Jorge Paixão da Costa, o já referido Belle Époque (1992), de Fernando Trueba um dos maiores sucessos do cinema espanhol da década e o vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro por Espanha numa co-produção com Portugal e França e filmado parcialmente em Arruda dos Vinhos, seguindo-se-lhe S.O.S. Stress (1992), de Sérgio Godinho, Requiem para um Narciso (1992), de João Pedro Ruivo, Ladrão que Rouba a Anão tem Cem Anos de Prisão (1992), de Jorge Paixão da Costa, Entre Mortos e Vivos (1992), de Sérgio Godinho, A Reconstrução (1992), de Sérgio Godinho, Shuttlecock (1993), de Andrew Piddington, Encontros Imperfeitos (1993), de Jorge Marecos Duarte, O Fio do Horizonte (1993), de Fernando Lopes, Uma Vida Normal (1994), de Joaquim Leitão, Fiesta (1995), de Pierre Boutron, Cinco Dias, Cinco Noites (1996), de José Fonseca e Costa, Un Asunto Privado (1996), de Imanol Arias, O Testamento do Senhor Napumoceno (1997), de Francisco Manso, A Sombra dos Abutres (1998), de Leonel Vieira e Mal (1999), de Alberto Seixas Santos.
O novo século chegaria com Camarate (2001), de Luís Filipe Rocha seguido por Sex Is Comedy (2002), de Catherine Breillat, Sem Ela (2003), de Anna de Palma, El Coche de Pedales (2004), de Ramón Barea, Anatomie de l'Enfer (2004), de Catherine Breillat, Fin de Curso (2005), de Miguel Martí, Animal (2005), de Rose Bosch, Viúva Rica, Solteira Não Fica (2006), de José Fonseca e Costa, O Mistério da Estrada de Sintra (2007), de Jorge Paixão da Costa, Aljubarrota (2008), de Margarida Cardoso, Dans tes Bras (2009), de Hubert Gillet e Como Desenhar um Círculo Perfeito (2009), de Marco Martins.
A década seguinte iniciar-se-ia com América (2010), de João Nuno Pinto, Je M'Appelle Bernardette (2011), de Jean Sagols, Noites de Reis (2012), de Vinícius Reis, La Cage Dorée (2013), de Ruben Alves, o já mencionado Real Playing Game (2013), de Tino Navarro e David Rebordão, As Variações Casanova (2014), de Michael Sturminger, John From (2015), de João Nicolau e Axilas (2016), de José Fonseca e Costa num percurso cinematográfico que se estende ainda a diversas produções televisivas.
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Estes e todos os demais vencedores serão agraciados com o Sophia na cerimónia a realizar no próximo dia 25 de Março no Casino Estoril.
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Sophia 2018 - Melhor Cartaz

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Foi hoje revelado o vencedor do primeiro Sophia durante o anúncio dos nomeados deste ano na Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema. Pela primeira vez, a Academia Portuguesa de Cinema decidiu premiar o Melhor Cartaz do ano tendo ainda atribuído duas menções honrosas ao segundo e terceiro lugar.
Treblinka, de Sérgio Tréfaut foi o recipiente deste troféu entregue pela primeira vez ao Melhor Cartaz da autoria de Luís Carlos Amaro, filme que reúne ainda a nomeação a Melhor Documentário em formato de Longa-Metragem.
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As menções honrosas foram atribuídas a A Floresta das Almas Perdidas, de José Pedro Lopes (2º lugar) e Ornamento e Crime, de Rodrigo Areias (3º lugar).
Os restantes vencedores dos Sophia serão conhecidos numa cerimónia a realizar no próximo dia 25 de Março no Casino Estoril, no Estoril.
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Sophia 2018: os nomeados

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Foram há momentos divulgados a partir da Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema os nomeados aos Sophia atribuídos anualmente pela Academia Portuguesa de Cinema. Entre os nomeados a Melhor Filme encontramos Al Berto, de Vicente Alves do Ó (num total 11 nomeações), A Fábrica de Nada, de Pedro Pinho (5), Fátima, de João Canijo (6) e São Jorge, de Marco Martins (14). Ainda entre os mais nomeados encontramos Peregrinação, de João Botelho com 11 nomeações.
São os nomeados:
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Melhor Filme
Al Berto, de Vicente Alves do Ó
A Fábrica de Nada, de Pedro Pinho
Fátima, de João Canijo
São Jorge, de Marco Martins
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Melhor Documentário
Ama-San, de Cláudia Varejão
Nos Interstícios da Realidade ou o Cinema de António de Macedo, de João Monteiro
Rosas de Ermera, de Luís Filipe Rocha
Treblinka, de Sérgio Tréfaut
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Melhor Curta-Metragem de Ficção
Altas Cidades de Ossadas, de João Salaviza
Antes que a Noite Venha - Falas de Antígona, de Joaquim Pavão
Coelho Mau, de Carlos Conceição
A Língua, de Adriana Martins da Silva
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Melhor Documentário - Curta-Metragem
António e Catarina, de Cristina Hanes
O Homem Eterno, de Luís Costa
Où En-Êtes Vous, João Pedro Rodrigues, de João Pedro Rodrigues
Reis do Sertão, de Pablo António
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Melhor Curta-Metragem de Animação
Água Mole, de Laura Gonçalves
A Gruta de Darwin, de Joana Toste
Das Gavetas Nascem Sons, de Victor Hugo
A Tocadora, de Joana Imaginário
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Sophia Estudante
Blonds Make the Best Victims, de Rita Ventura (ESAD)
A Clarabóia, de Alícia Moreira (IPCA)
Íris, de Renato Arroyo e Francisco de Remondes Ferreira (ULHT)
Snooze, de Dinis Leal Machado (ESMAD)
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Melhor Série/Telefilme
A Criação
A Família Ventura
Madre Paula
Vidago Palace
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Melhor Realização
Pedro Pinho, A Fábrica de Nada
João Canijo, Fátima
João Botelho, Peregrinação
Marco Martins, São Jorge
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Melhor Actor
Miguel Borges, Uma Vida à Espera
Nuno Lopes, São Jorge
José Pimentão, Al Berto
Cláudio da Silva, Peregrinação
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Melhor Actriz
Rita Blanco, Fátima
Carla Galvão, A Fábrica de Nada
Anabela Moreira, Fátima
Mariana Nunes, São Jorge
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Melhor Actor Secundário
Duarte Grilo, Al Berto
Adriano Luz, São Jorge
José Raposo, São Jorge
João Villas-Boas, Al Berto
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Melhor Actriz Secundária
Isabel Abreu, Uma Vida à Espera
Beatriz Batarda, São Jorge
Raquel Rocha Vieira, Al Berto
Catarina Wallenstein, Peregrinação
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Melhor Argumento Original
Al Berto, Vicente Alves do Ó
Fátima, João Canijo
São Jorge, Ricardo Adolfo e Marco Martins
Zeus, Paulo Filipe Monteiro
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Melhor Argumento Adaptado
A Fábrica de Nada, Pedro Pinho, Luísa Homem, Leonor Noivo e Tiago Hespanha
A Ilha dos Cães, Jorge António, Paulo Leite e Virgílio Almeida
Índice Médio de Felicidade, David Machado e Tiago R. Santos
Peregrinação, João Botelho
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Melhor Montagem
A Fábrica de Nada, Cláudia Oliveira, Edgar Feldman e Luísa Homem
Índice Médio de Felicidade, Pedro Ribeiro, Pedro Marinho e Vasco Carvalho
Peregrinação, João Bráz
São Jorge, Mariana Gaivão
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Melhor Fotografia
Al Berto, Rui Poças
Peregrinação, Luís Branquinho
São Jorge, Carlos Lopes
Verão Danado, Leonor Teles
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Melhor Música Original
100 Metros, Rodrigo Leão
Ornamento e Crime, Rita Redshoes e The Legendary Tigerman
Peregrinação, Luís Bragança Gil e Daniel Bernardes
São Jorge, Hugo Leitão, Nuno Maló e Rafael Toral
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Melhor Canção Original
"Ribombar ao Amor", de Jorge Prendas (letra, música e interpretação), Delírio em Las Vedras
"Sementes do Impossível", de Xutos & Pontapés, Índice Médio de Felicidade
"VOODOO", de Rita Redshoes (letra, música e interpretação) e The Legendary Tigerman (letra e música), Ornamento e Crime
"Fim", de Lúcia Moniz (letra e música), Uma Vida à Espera
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Melhor Som
Al Berto, Pedro Melo, Elsa Ferreira e Branko Neskov
Fátima, Elsa Ferreira, Olivier Hespel e Gérard Rousseau
Peregrinação, Francisco Veloso
São Jorge, Olivier Blanc e Hugo Leitão
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Melhor Direcção de Arte
Al Berto, Joana Cardoso
A Ilha dos Cães, Bruno Caldeira
São Jorge, Wayne dos Santos
Zeus, João Torres
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Melhor Guarda-Roupa
Al Berto, Joana Cardoso
Le Divan de Staline, Lucha D'Orey
Peregrinação, Joana Veloso
Zeus, Sílvia Grabowski
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Melhor Maquilhagem e Cabelos
Al Berto, Abigail Machado e Mário Leal
Le Divan de Staline, Nuno Esteves "Blue" e Mizé Silvestre
Peregrinação, Rita Castro e Felipe Muiron
São Jorge, Djanira Cirilo da Cruz e Maria Almeida (Nani)
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Melhores Efeitos Especiais / Caracterização
A Ilha dos Cães, Alexandra Espinhal
Peregrinação, Nuno Esteves "Blue"
Verão Danado, João Rapaz
Zeus, Sara Menitra
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Os vencedores serão conhecidos numa cerimónia a realizar no próximo dia 25 de Março no Casino Estoril, no Estoril.
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sábado, 24 de fevereiro de 2018

Sridevi

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1963 - 2018
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Bud Luckey

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1934 - 2018
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FICPI - Festival Internacional de Cine de Piélagos 2018: Selecção Oficial Animação Nacional

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Foram hoje oficialmente divulgadas as curtas-metragens seleccionadas para a secção Animação Nacional da nona edição do Piélagos en Corto - Festival Internacional de Cine de Piélagos - do qual fui pelo quarto ano programador oficial - e que irá decorrer em Torrelavega e Vioño na Cantábria entre os próximos dias 30 de Abril e 5 de Maio.
São as seleccionadas:
  • Alley Cats, de Alejandro Jiménez e Bernardo González
  • Bendito Machine VI: Carry On, de Jossie Malis
  • Dayless, de Gerardo de la Fuente López
  • Decorado, de Alberto Vázquez
  • Eusebio80, de Jesús Martínez e Iván Molina
O vencedor desta e das demais categorias será conhecido numa cerimónia oficial a realizar no último dia do festival.
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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Lewis Gilbert

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1920 - 2018
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FICPI - Festival Internacional de Cine de Piélagos 2018: Selecção Oficial Documentário Nacional

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Foram há instantes oficialmente divulgadas as curtas-metragens seleccionadas para a secção Documentário Nacional da nona edição do Piélagos en Corto - Festival Internacional de Cine de Piélagos - do qual fui pelo quarto ano programador oficial - e que irá decorrer em Torrelavega e Vioño na Cantábria entre os próximos dias 30 de Abril e 5 de Maio.
São as seleccionadas:
  • La Fiebre del Oro, de Raúl de la Fuente
  • The Fourth Kingdom, de Àlex Lora e Adán Aliaga
  • Gaza, de Julio Pérez del Campo e Carlos Bover Martínez
  • I Forgot Myself Somewhere, de Iker Elorrieta
  • Mot de Passe: Fajara, de Patricia Sánchez e Séverine Sajous
O vencedor desta e das demais categorias será conhecido numa cerimónia oficial a realizar no último dia do festival.
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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Nanette Fabray

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1920 - 2018
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FICPI - Festival Internacional de Cine de Piélagos 2018: Selecção Oficial Internacional

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Foram há instantes oficialmente divulgadas as curtas-metragens seleccionadas para a secção Internacional da nona edição do Piélagos en Corto - Festival Internacional de Cine de Piélagos - do qual fui pelo quarto ano programador oficial - e que irá decorrer em Torrelavega e Vioño na Cantábria entre os próximos dias 30 de Abril e 5 de Maio.
São as seleccionadas:
  • El Amigo, de Erick Salas Kirchhauser (Perú)
  • Ao Final da Conversa Eles se Despedem com um Abraço, de Renan Brandão (Brasil)
  • Les Autres Départs, de Claude Saussereau (França)
  • Bonboné, de Rakan Mayasi (Palestina)
  • Calamity, de Séverine de Streyker e Maxime Feyer (Bélgica)
  • Chike, de Lucía Ravanelli (Argentina)
  • Corp., de Pablo Polledri (Argentina)
  • Deusa, de Bruna Callegari (Brasil)
  • Fifo, de Sacha Ferbus e Jeremy Puffet (Bélgica)
  • Forgive Me, de Besim Ugzmajli (Kosovo)
  • Fugiu. Deitou-se. Caí., de Bruno Carnide (Portugal)
  • Hombre Eléctrico, de Álvaro Muñoz Rodríguez (Chile)
  • La Leçon, de Tristan Aymon (Suíça/Alemanha)
  • Sotto Terra, de Mohamed Hossameldin (Itália)
  • Terrain Vague, de Latifa Saïd (Portugal/França)
O vencedor desta e das demais categorias será conhecido numa cerimónia oficial a realizar no último dia do festival.
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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Emma Chambers

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1964 - 2018
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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

FICPI - Festival Internacional de Cine de Piélagos 2018: Selecção Oficial Cantábria

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Foram hoje oficialmente divulgados os filmes curtos seleccionados para secção Cantábria da nona edição do Piélagos en Corto - Festival Internacional de Cine de Piélagos - do qual fui pelo quarto ano programador oficial - e que irá decorrer em Torrelavega e Vioño na Cantábria entre os próximos dias 30 de Abril e 5 de Maio.
São os seleccionados:
  • Abuelo, de Caque Trueba e Juan Trueba
  • Bruno, de Alberto Macasoli
  • Desaliento, de Pinky Alonso
  • Frightening Woods, de Álvaro de la Hoz
  • El Rifle de Chéjov, de Guillermo Ruiz e Cristóbal Bolaños
  • Le Vivre Ensemble, de José Luis Santos
O vencedor desta e das demais categorias será conhecido numa cerimónia oficial a realizar no último dia do festival.
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domingo, 18 de fevereiro de 2018

Idrissa Ouédraogo

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1954 - 2018
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BAFTA 2018: os vencedores

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Terminou há instantes a cerimónia dos BAFTA - British Academy of Film and Television Arts, que decorreu no Royal Albert Hall, em Londres e que premiaram o melhor da produção cinematográfica do último ano.
The Shape of Water, de Guillermo del Toro partia como o grande favorito da noite ao recolher doze nomeações tendo, no entanto vencido em três categorias incluindo Melhor Realizador sendo que foi Three Billboards Outside Ebbing, Missouri, de Martin McDonagh o grande vencedor da noite ao vencer cinco troféus incluindo os de Melhor Filme e Melhor Filme Britânico.
São os vencedores:
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Filme: Three Billboards Outside Ebbing, Missouri, Graham Broadbent, Pete Czernin e Martin McDonagh (prods.)
Filme Britânico: Three Billboards Outside Ebbing, Missouri, Martin McDonagh, Graham Broadbent e Pete Czernin (prods.)
Documentário: I Am Not Your Negro, de Raoul Peck
Filme de Animação: Coco, Lee Unkrich e Darla K. Anderson (prods.)
Filme Estrangeiro: Ah-ga-ssi, Park Chan-wook e Syd Lim (Coreia do Sul)
Curta-Metragem Britânica: Cowboy Dave, Colin O’Toole e Jonas Mortensen (prods.)
Curta-Metragem de Animação: Poles Apart, Paloma Baeza e Ser En Low (prods.)
Revelação Britânica (Argumentista, Realizador ou Produtor Britânico): I Am Not a Witch, Rungano Nyoni (arg./real.) e Emily Morgan (prod.)
EE Rising Star Award: Daniel Kaluuya
Realizador: Guillermo del Toro, The Shape of Water
Actor Protagonista: Gary Oldman, Darkest Hour
Actriz Protagonista: Frances McDormand, Three Billboards Outside Ebbing, Missouri
Actor Secundário: Sam Rockwell, Three Billboards Outside Ebbing, Missouri
Actriz Secundária: Allison Janney, I, Tonya
Argumento Original:
Three Billboards Outside Ebbing, Missouri, Martin McDonagh
Argumento Adaptado: Call Me by Your Name, James Ivory
Montagem: Baby Driver, Jonathan Amos e Paul Machliss
Fotografia: Blade Runner 2049, Roger Deakins
Música Original: The Shape of Water, Alexandre Desplat
Som: Dunkirk, Richard King, Gregg Landaker, Gary A. Rizzo e Mark Weingarten
Design de Produção: The Shape of Water, Paul Austerberry, Jeff Melvin e Shane Vieau
Guarda-Roupa: Phantom Thread, Mark Bridges
Caracterização: Darkest Hour, David Malinowski, Ivana Primorac, Lucy Sibbick e Kazuhiro Tsuji
Efeitos Especiais Visuais: Blade Runner 2049, Gerd Nefzer e John Nelson
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Giovane Brisotto

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1986 - 2018
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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Prémio Autores 2018: os nomeados

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Foram hoje anunciados os nomeados ao Prémio Autores entregue anualmente pela Sociedade Portuguesa de Autores, nas suas diversas categorias incluindo a de Cinema.
São os nomeados:
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Melhor Filme
A Fábrica de Nada, de Pedro Pinho
Rosas de Ermera, de Luís Filipe Rocha
São Jorge, de Marco Martins
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Melhor Actor
Sinde Filipe, Zeus
Nuno Lopes, São Jorge
Pedro Marujo, Verão Danado
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Melhor Actriz
Rita Blanco, Fátima
Lia Carvalho, Verão Danado
Anabela Moreira, Fátima
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Melhor Argumento
A Ilha dos Cães, Jorge António, Paulo Leite e Virgílio Almeida
São Jorge, Marco Martins
Zeus, Paulo Filipe Monteiro
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Os vencedores destas e das demais categorias serão conhecidos numa cerimónia a realizar no próximo dia 20 de Março, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.
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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

David di Donatello 2018: os nomeados

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Foram há momentos anunciados os nomeados aos David di Donatello, prémios entregues anualmente pela Academia Italiana de Cinema, que destacaram pela primeira vez um filme de animação - Gatta Cenerentola - como candidato ao troféu de Melhor Filme num total de sete nomeações. Juntam-se como candidatos a Melhor Filme, Ammore e Malavita, dos Manetti Bros, o mais nomeado do ano (15), A Ciambra, de Jonas Carpignano (7), Nico. 1988, de Susanna Nicchiarelli (8) e La Tenerezza, de Gianni Amelio (7).
São os nomeados:
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Melhor Filme
Ammore e Malavita, de Manetti Bros.
A Ciambra, de Jonas Perpignano
Gatta Cenerentola
, de Alessandro Rak, Ivan Cappiello, Marino Guarnieri e Dario Sansone
Nico. 1988, de Susanna Nicchiarelli
La Tenerezza, de Gianni Amelio
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Melhor Documentário
'78 - Vai Piano ma Vinci, de Alice Filippi
Evviva Giuseppe, de Stefano Consiglio
The Italian Jobs: Paramount Pictures e l'Italia, de Marco Spagnoli
La Lucida Follia di Marco Ferreri, de Anselma dell'Olio
Saro, de Enrico Maria Artale
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Melhor Curta-Metragem
Bismillah, de Alessandro Grande (já anunciada como a vencedora)
Confino, de Nico Bonomolo
La Giornata, de Pippo Mezzapesa
Mezzanotte Zero Zero, de Nicola Conversa
Pazzo & Bella, de Marcello di Noto
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David Giovani
Gatta Cenerentola, de Alessandro Rak, Ivan Cappiello, Marino Guarnieri e Dario Sansone
Gramigna - Volevo una Vita Normale, de Sebastiano Rizzo
The Place, de Paolo Genovese
Sicilian Ghost Story, de Fabio Grassadonia e Antonio Piazza
Tutto Quello che Vuoi, de Francesco Bruni
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Melhor Filme da União Europeia
120 Battements par Minute, de Robin Campillo (França)
Borg McEnroe, de Janus Metz (Suécia/Dinamarca/Finlândia)
Elle, de Paul Verhoeven (França)
Loving Vincent, de Dorota Kobiela e Hugh Welchman (Reino Unido/Polónia)
The Square, de Ruben Östlund (Suécia)
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Melhor Filme Estrangeiro
Dunkirk, de Christopher Nolan (EUA)
L'Insulte, de Ziad Doueiri (Líbano)
La La Land, de Damien Chazelle (EUA)
Manchester by the Sea, de Kenneth Lonergan (EUA)
Nelyubov, de Andrey Zvyagintsev (Rússia)
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Melhor Produtor
Ammore e Malavita, Carlo Macchitella e Manetti Bros. com RaiCinema
A Ciambra, Stayblack Productions, Jon Coplon, Paolo Carpignano e RaiCinema
Gatta Cenerentola, Luciano Stella e Maria Carolina Terzi por Mad Entertainment e RaiCinema
Nico. 1988, Maria Donzelli e Gregorio Paonessa por Vivo Film con RaiCinema e Joseph Rouschop e Valerie Bournonville por Tarantula
Smetto Quando Voglio Saga, Domenico Procacci e Matteo Rovere com RaiCinema
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Melhor Realização
Manetti Bros., Ammore e Malavita
Jonas Carpignano, A Ciambra
Ferzan Ozpetek, Napoli Velata
Paolo Genovese, The Place
Gianni Amelio, La Tenerezza
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Realizador Revelação
Cosimo Gomez, Brutti e Cattivi
Roberto de Paolis, Cuori Puri
Andrea de Sica, I Figli della Notte
Andrea Magnani, Easy - Un Viaggio Facile Facile
Donato Carrisi, La Ragazza nella Nebbia
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Melhor Actor Protagonista
Antonio Albanese, Come un Gatto in Tangenziale
Alessandro Borghi, Napoli Velata
Renato Carpentieri, La Tenerezza
Valerio Mastandrea, The Place
Nicola Nocella, Easy - Un Viaggio Facile Facile
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Melhor Actriz Protagonista
Paola Cortellesi, Come un Gatto in Tangenziale
Valeria Golino, Il Colore Nascosto delle Cose
Giovanna Mezzogiorno, Napoli Velata
Isabella Ragonese, Sole Cuore Amore
Jasmine Trinca, Fortunata
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Melhor Actor Secundário
Peppe Barra, Napoli Velata
Alessandro Borghi, Fortunata
Carlo Buccirosso, Ammore e Malavita
Elio Germano, La Tenerezza
Giuliano Montaldo, Tutto Quello che Vuoi
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Melhor Actriz Secundária
Sonia Bergamasco, Come un Gatto in Tangenziale
Anna Bonaiuto, Napoli Velata
Claudia Gerini, Ammore e Malavita
Giulia Lazzarini, The Place
Micaela Ramazzotti, La Tenerezza
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Melhor Argumento Original
Ammore e Malavita, Manetti Bros. e Michelangelo la Neve
A Ciambra, Jonas Carpignano
Nico. 1988, Susanna Nicchiarelli
La Ragazza nella Nebbia, Donato Carrisi
Tutto Quello che Vuoi, Francesco Bruni
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Melhor Argumento Adaptado
La Guerra dei Cafoni, Barbara Alberti, Davide Barletti, Lorenzo Conte e Carlo D'Amicis
The Place, Paolo Genovese e Isabella Aguilar
Sicilian Ghost Story, Fabio Grassadonia e Antonio Piazza
La Tenerezza, Gianni Amelio e Alberto Taraglio
Una Questione Privata, Paolo Taviani e Vittorio Taviani
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Melhor Montagem
Federico Maria Maneschi, Ammore e Malavita
Affonso Gonçalves, A Ciambra
Stefano Cravero, Nico. 1988
Consuelo Catucci, The Place
Massimo Quaglia, La Ragazza nella Nebbia
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Melhor Fotografia
Tim Curtin, A Ciambra
Gianni Mammolotti, Malarazza - Una Storia di Periferia
Gian Filippo Corticelli, Napoli Velata
Fabrizio Lucci, The Place
Luca Bigazzi, Sicilian Ghost Story
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Melhor Música Original
Aldo de Scalzi e Pivio de Scalzi, Ammore e Malavita
Antonio Fresa e Luigi Scialdone, Gatta Cenerentola
Pasquale Catalano, Napoli Velata
Gatto Ciliegia contro Il Grande Freddo, Nico. 1988
Franco Piersanti, La Tenerezza
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Melhor Canção Original
"Bang Bang", Aldo de Scalzi e Pivio de Scalzi (música), Nelson (texto) e interpretada por Serena Rossi, Franco Ricciardi e Giampaolo Morelli, Ammore e Malavita
"A Chi Appartieni", Dario Sansone (música e texto) e interpretada por Foja, Gatta Cenerentola
"The Place", Marco Guazzone e Giovanna Gardelli (música e texto) e Matteo Curallo, Stefano Costantini e Edoardo Cicchinelli (música) e interpretada por Marianne Mirage, The Place
"Fidati di Me", Mauro Pagani (música e texto) e interpretada por Massimo Ranieri e Antonella Lo Cocco, Riccardo Va all'Inferno
"Italy", Anja Plaschg (música e texto) e Anton Spielmann (música) e interpretada por Soap&Skin, Sicilian Ghost Story
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Melhor Som
Lavinia Burcheri, Simone Costantino, Claudio Spinelli, Gianluca Basili, Sergio Basili e Nasia Paoni, Ammore e Malavita
Giuseppe Tripodi e Florian Fevre e Julian Perez, A Ciambra
Andrea Cutillo, Giorgio Molfi e Timeline Studio, Gatta Cenerentola
Fabio Conca, Giuliano Marcaccini, Daniele de Angelis, Giuseppe d'Amato, Antonio Giannantonio, Dario Calvari, Alessandro Checcacci e Studio 16, Napoli Velata
Adriano di Lorenzo, Alberto Padoan, Marc Bastien, Eric Grattepain e Franco Piscopo, Nico. 1988
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Melhor Direcção Artística
Noemi Marchica, Ammore e Malavita
Maurizio Sabatini, Brutti e Cattivi
Ivana Gargiulo, Napoli Velata
Tonino Zera, La Ragazza nella Nebbia
Luca Servino, Riccardo Va all'Inferno
Giancarlo Basili, La Tenerezza
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Melhor Guarda-Roupa
Nicoletta Taranta, Agadah
Daniela Salernitano, Ammore e Malavita
Anna Lombardi, Brutti e Cattivi
Alessandro Lai, Napoli Velata
Massimo Cantini Parrini, Riccardo Va all'Inferno
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Melhor Maquilhagem
Veronica Luongo, Ammore e Malavita
Frédérique Foglia, Brutti e Cattivi
Maurizio Fazzini, Fortunata
Roberto Pastore, Napoli Velata
Marco Altieri, Nico. 1988
Luigi Ciminelli e Valentina Iannuccilli, Riccardo Va all'Inferno
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Melhor Design de Cabelo
Antonio Fidato, Ammore e Malavita
Sharim Sabatini, Brutti e Cattivi
Mauro Tamagnini, Fortunata
Daniela Altieri, Nico. 1988
Paolo Genovese, Riccardo Va all'Inferno
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Melhores Efeitos Digitais
Chromatica, Wonderlab e Hive Division, Addio Fottuti Musi Verdi
Palantir Digital, Ammore e Malavita
Autrechose, Brutti e Cattivi
Mad Entertainment, Gatta Cenerentola
Frame by Frame, Monolith
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Os vencedores serão conhecidos no próximo dia 21 de Março numa cerimónia que se realizará em Roma e que será transmitida pela RaiUno.
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domingo, 11 de fevereiro de 2018

Vic Damone

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1928 - 2018
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Atílio Silva

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1959 - 2018
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sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Jóhann Jóhannsson

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1969 - 2018
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John Gavin

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1931 - 2018
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Reg E. Cathey

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1958 - 2018
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